Hoje eu to aqui pra falar dum assunto que desde sempre assola os relacionamentos: O COMODISMO – Aquela sensação do ‘ta ruim mas ta bom’.
Ultimamente, tenho ficado sabendo de vários relacionamentos que, na minha opinião(posso estar enganado), sobrevivem por um fio. O fio do comodismo.
Muitos de nós já até passamos por coisa parecida ou conhecemos alguém que vive ou já viveu uma situação dessas.
Sabe quando você se dá conta de que só o que você escuta daquele teu amigo(a) são queixas e lamentações de o quanto o namoro ta insuportável, o quanto ele e a outra pessoa mudaram, de o quanto ele não agüenta mais ou que não sente mais nem vontade de ficar com a namorada(o)?
Pois é, numa situação dessas, a pergunta que martela na minha e, provavelmente, martele na tua cabeça também, só pode ser:
Se ta tão ruim assim, o que diabos os mantém juntos então CARAMBA!?
Resposta: Comodismo.
Repito – posso até estar enganado – mas sejamos realistas oras! O que mais pode ser!?
Em qualquer relacionamento envolvendo sentimentos é sempre uma barra para desfazermos os laços feitos entre nós, a outra pessoa e os agregados – a família da garota, amigos, etc – enfim, uma teia de vários outros relacionamentos nossos que partem de um ponto comum – a pessoa com quem estamos.
Numa relação curta já é, de certa forma, complicado desfazer estes poucos laços que te aproximam da vida da outra pessoa. Numa relação de 3 – 4 anos então(!), na qual, além de serem muitos mais os laços, com o tempo eles se tornaram bem mais fortes e apertados, muito mais difícil de serem desfeitos, terminar pode ser muito pior. Você já tentou desatar um nó daqueles bem pequenininhos e apertados que foram dados já há bastante tempo e que está ali ainda, firme e forte??? Chato pra caralho!

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Aí que ta. A pessoa não está mais se sentindo feliz com essa relação, daí ela começa a pensar numa vida sozinha ou com outra pessoa – que seja. Só que aí ela se depara com uma série de pequenos laços bem apertados que ela terá que desamarrar de algum jeito. Então ela pensa: “Hmmm… Vai dar trabalho.” A partir desse momento essa pessoa insatisfeita percebe que terá que fazer alguns “sacrifícios” e agora passa a se perguntar se o que eles estão passando não é só uma fase ruim, se eles realmente não tem solução e se terminar é mesmo a coisa mais certa a se fazer(!?), afinal eles já viveram tantas coisas boas juntos e já foi tudo tão bom. É quando o fantasma do término perde um pouco a força. Só de pensar em ter que suportar os efeitos colaterais que um término causa, mesmo com todos os indícios, as lembranças ganham força, os nós permanecem intactos, e o comodismo se instala.
O comodismo faz as pessoas nessa situação maquiarem as coisas ruins, vão dando desculpas, usam as qualidades pra justificar os defeitos “ele(a) é tão ciumento(a), mas é tão carinhoso(a)”. O relacionamento tá ali capengando, desmoronando, então ao invés de chutar o pau que segura a barraca, é mais cômodo usar uma muleta e continuar levando do jeito que dá. Muleta essa baseada num passado maravilhoso que existiu, mas que…ACABOU!
Como já disse antes, em muitos outros posts, os responsáveis pela nossa felicidade somos nós mesmos e mais ninguém. Quem tem o poder de tomar alguma atitude para que as coisas que não estão muito boas na nossa vida mudem, somos nós. PONTO. Costumo dizer que o livre-arbítrio dos solteiros é muito mais livre que o das outras pessoas. Decisões parecem mais fáceis de serem tomadas quando estamos solteiros: elas dizem respeito a nós e só nós teremos que lidar com as conseqüências que elas tiverem, sejam elas boas ou ruins. Mesmo assim, tomar decisões nem sempre é uma coisa fácil.
Só temos que pensar que, às vezes, perdemos um tempo danado ponderando, adiando, empurrando com a barriga uma situação há tempos irreversível porque queremos causar menos danos possíveis ao terminar, desfazendo os tais laços minuciosamente e cuidadosamente. E nesse tempo todo vocês só estão se enganando. Sofre a outra pessoa e sofre você.
Depois que o fatídico término acontecer e as feridas forem se cicatrizando, ambos acabarão vendo o tempão que desperdiçaram e que poderiam ter simplesmente ido direto ao ponto e, ao invés de ficarem penando diariamente com dedos, unhas e dentes tentando desfazer os tais nós chatos e apertados, um de vocês poderia ter tido mais coragem, metido uma tesoura duma vez por todas e terminado logo com aquilo.
Hasta…
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