A verdade (em off)

13 12 2010

Eu sei que algumas mulheres podem até dizer que o que eu registro aqui é puro machismo ou preconceituoso. Pode até ser, mas não muda o fato de que muito do que falo condiz exatamente com o que nos deparamos dia-a-dia. Sou realista oras. Vocês não precisam gostar, adorar, concordar, só que não queiram também tapar o sol com a peneira. Seja realista você também, mulher! E o mais importante agora, não seja hipócrita com o que você realmente pensa. Ninguém ta vendo mesmo ;) E a rapazeada que acompanha o blog pode até relutar em admitir, mas sabe que temos muito mais coisas em comum com a mulherada do que realmente aparentamos ter ou até que gostaríamos de ter. No final das contas, tem uma porção de coisas que tanto elas quanto nós homens odiamos admitir, mas todos nós fazemos inevitavelmente.

Estive reparando e muito tem se falado por aí das diferenças de comportamento entre homens e mulheres [não só na bloguesfera, mas principalmente nela]. Eu inclusive já destaquei aqui algumas delas, as relevantes, é claro. Uns erguem a bandeira feminina e percorrem toda sorte de assuntos voltados ao mundo delas. Outros… Ah! Outros levantam a bandeira masculina. Esses mesmos blogs tendem a dividir a situação em coisa de mulher-moderna-segura-independente e coisa de macho-cusparada-soco-coçeira-no-saco. É diferença prum lado e mais diferença pro outro. Quando vai ver, é farpa pra tudo quanto é lado e roupa no chão. Graças a Deus somos diferentes e, portanto, agimos de formas diferentes. Ta. Só que, e as coisas que homens e mulheres, sem exceções, fazem de semelhante? Ninguém fala(!?) E aí???

Estamos cansados de ler/ouvir/falar/escrever/repetir coisas do tipo: “Homens agem assim” “Mulheres agem assado”, e todos nós reagimos de alguma forma a esse tipo de informação [que não são novidade alguma para a maioria de nós]. Sim. TODOS NÓS. Dependendo do que se trata, uns dão mais importância, outros menos. Há quem fique inconformado ou inconformada, meio revoltado com o teor dessas informações por que se sente ofendido, provocado, confrontado, blábláblá etc. Tem até gente que se surpreende com algumas das circunstâncias apresentadas. É claro que nem sempre as pessoas se identificam com o tal sujeito do caso ou da história em questão, até por que existem N situações possíveis de se abordar. Mas o que eu to tentando dizer é que, inevitavelmente, em certos pontos, cedo ou tarde, nós somos descobertos – pegos no flagra, atingidos em cheio. Não adianta. Até para as exceções se aplica alguma regra. No fundo [talvez, bem lá no fundo mesmo] cada um de nós sabe que age daquele jeitinho mesmo – igualzinho – e o que tentamos pra valer é fazer de conta que não é com a gente, varremos aquela sujeirinha de volta pra debaixo do tapete, de onde, aliás, ela nunca deveria ter saído. Nos livramos do flagrante e já era [Ufa! Ninguém desconfiou de nada]. Afinal, pra quê tocarem num assunto que já aprendemos a esconder lidar perfeitamente?

Vamos venhamos e convenhamos vaaai! Odiamos admitir, mas todos nós, por melhor que sejamos sozinhos, (no fundo) queremos estar com alguém para não ficarmos sós. Odiamos admitir, mas todos nós já fizemos merda por algum tipo de carência. Odiamos admitir, mas todos nós já nos decepcionamos alguma vez por causa de alguém e passamos a agir como se isso não fizesse a menor diferença, mesmo sabendo que faz sim. Odiamos admitir, mas sabe aquela pessoa que tua mãe, teus amigos, tua irmã e até você mesmo acha perfeita para você? Pois é, é perfeita demais e, odiamos admitir, mas preferimos um desafio com defeitos. Todos nós fingimos não nos importar tanto com coisas que realmente consideramos importantes para nós, só para não ficar parecendo uns bobões.

É verdade. Vai me falar que você nunca vestiu a carapuça sem ninguém saber e sentiu aquele calor subindo pelo teu rosto enquanto alguém tocava num assunto, digamos, “delicado”? Confessa vai! Eu sei como é. Todo mundo, alguma vez na vida, já experimentou essa autocensura. Normal. Natural.

Vivemos apontando dedos e fazendo julgamentos que morremos de medo de sermos julgados e, às vezes, até sem motivo ou por algum motivo besta, nos escondemos atrás dum tipo de casco – mais agressivo e menos vulnerável. Isso, por várias forças e razões diferentes que, no fim, se resumem a uma só: a sociedade.

O senso comum nos é apresentado desde que nos conhecemos por gente e, a partir daí, meio que tentamos nos guiar por meio dele vida a fora. Baseamos tanto as nossas atitudes no que os outros vão pensar, nos moldando e criando esse casco aí para sermos melhores “aceitos”, que acabamos nos esquecendo de quem realmente somos e escondendo como realmente pensamos dentro dos nossos eus de verdade. Às vezes, não é nem uma parada proposital. Pode ser subconscientemente. Simplesmente nos “mutilamos” sem saber.

É aí que, do nada, numa conversa à toa ou em algum link que você clicou na net, você se depara com teu calcanhar de Aquiles – aquele teu “ponto-fraco” há muito esquecido escondidinho por você bem lá no fundo – e isso te chacoalha, te arrastando de volta pruma realidade que você finge ignorar/disfarça/camufla. Você se corrói e não quer admitir, de maneira nenhuma, mas já é tarde, você pensa E-XA-TA-MEN-TE como descreveram. Você talvez se faça de durão e aja como se não desse a mínima para o que acabou de ouvir/ler. Mas qualé (!?) [segredo teu com você mesmo] a carapuça serviu, não serviu? ;)

Hasta…


Ações

Informação

5 respostas

28 04 2011
Bel

Po cara, não entendi nada….voei…acho que não tenho esses lances todos aí não. Sei lá, nhei ?

26 01 2011
gabiirachid

Gostei do post. E respondendo à pergunta final: SIM, a carapuça serviu!,rs. Vou usar a frase que já virou clichê na net “Poderíamos ser bem melhores se não quiséssemos ser tão bons”. Mas nem sempre conseguimos esconder de nós mesmos nossas fraquezas e o pior não é isso porque ter fraquezas é inevitável, faz parte! (Droga!) , mas o pior mesmo é que acabamos por realizar a auto-sabotagem quando o assunto é relacionamento amoroso! Eu mesma já desisti, (mas lá no fundo é uma grande mentira, pq eu já “desisti” diversas vezes!… rs). Abraço! =)

7 01 2011
motocombatom

Post perfeito. Adorei seu blog, parabéns!

14 12 2010
Venenosa

Todos nós temos armaduras e disfarces para conseguir viver a vida levando menos arranhões possíveis, é verdade.
Bom seria se todos nós não tivéssemos medo de assumir os nossos pontos fracos né.

ps.: estou adorando os posts com imagens

beijo

14 12 2010
Solteiro

É mesmo.

A verdade muitas vezes dói e por mais que conseguimos escondê-la de muita gente, não conseguimos nós mesmos fugir dela. Ela nos acompanha, onde quer que a gente se esconda, uma hora ou outra, ela vem a tona. Às vezes a verdade é escancarada e jogada na nossa cara e mesmo sem querer encará-la, já é tarde, lá está ela – VERDE FLUORESCENTE evidente.

Sempre quis colocar as imagens, mas sabe como é homem né… To tomando vergonha na cara hahaha

Valeu Veneno! beijo!

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