Primeira vez

1 12 2010

Ah! Não. Apesar de eu ter me ferrado gostoso nessa façanha que estou prestes a contar[o que, para muitos, pode ser uma experiência sexual], esse não é o post que falarei da minha primeira vez “primeira vez”[até por que não durou nem um post]. Lamento desapontá-los, seus pequenos demônios.

Na verdade, prepare-se para gargalhar. Ou chorar… Taí… Não sei. Me pegou(!?) Depende de como está teu estado de espírito no momento.

O post de hoje é sobre a primeira[e única] vez que eu tomei um baile duma garota. Isso mesmo que você acabou de ler [tomei um baile duma garota]. Ou você acha que falo só por falar, sem nenhum conhecimento de causa, sem nunca ter sentido na pele como é ser bagunçado? Nem se o Solteiro aqui fosse o melhor dos charlatões. É óbvio que já tomei um baile! E, como isso sucedeu, é o que vou registrar aqui agora.

Para vocês entenderem melhor, primeiro, tentarei esclarecer o que, exatamente, eu quero dizer com o termo “tomar um baile duma garota”, que eu vira-e-mexe emprego em meus textos.

TOMAR UM BAILE?

Tá. Vamos lá! Sabe quando você ta todo pimpão, achando que a gata ta no papo, se achando o foda, o dono da situação e, na verdade, não é bem assim não. Na verdade, você ta é pagando comédia, meio besta, fazendo merda pacacete e quem ta no papo é… [ADIVINHA] você. Entendeu agora?

Bem, generalizando um pouco, é isso. Neste momento me vieram trizardilhões de analogias na cabeça, mas é melhor não. O termo já diz bastante da situação.

Posto isso, vamos aos ingredientes iniciais para tornarmos o nosso baile num baile de verdade:

Ingrediente 1 – inexperiência;

Ingrediente 2 – algum tipo de carência(de ambas as partes ou só de uma, tanto faz);

Ingrediente 3 – mulher gata e interessante;

Ingrediente 4 – auto-estima alta;

Ingrediente 5 – excesso de convicção.

Como toda primeira vez – no meu caso não foi diferente – faltou experiência[Ingrediente 1]. Não estou falando de idade, mas de certo jogo de cintura indispensável naquele tipo de situação. Talvez por, até aquele momento, só ter me metido em coisas superficiais, nada que tenha aumentado de importância, além de rolos normais e eventual sexo gostoso sem compromisso. A verdade é que naquela época eu estava querendo sossegar.

O problema não era mais ficar com a mulherada[tenho que confessar], eu queria uma, uma só, diferente, especial, blábláblá. Como dizem por aí, eu estava “caçando sarna pra me coçar”. Tava de saco-cheio de estar com várias que não iam dar em nada e estava decidido e a fim de – assim que eu achasse – ficar com uma só[Ingrediente 2].

Eu queria achar, e achei. Foi quando nos conhecemos. É claro que eu estava a fim. Ela era gata – o tipo de garota que eu passearia de mãos dadas por aí FÁCIL – me deu condição e aos poucos ela foi preenchendo o check-list [Ingrediente 3]. Antes mesmo de termos alguma coisa firme rolando eu fui me condicionando e me dedicando a conquistá-la[coisa que, modéstia à parte, sempre fui bom - Ingrediente 4] e fazer dela a minha namorada – que eu gostei, escolhi e conquistei.

Conquistar eu tinha conquistado, só não contava com tamanha resistência por parte dela em se envolver, o que, no início, só me motivava mais. Cara boa pinta. Cheio de lábia. E com a pegada. Ahhh! Era só uma questão de tempo e ela estaria caidinha. Nhááá! Era o que eu pensava[Ingrediente 5]. Só que, à medida que [eu achava que] ela ficava caidinha por mim, eu é quem DESPENCAVA VERTIGINOSAMENTE por ela.

Eu li ou ouvi uma vez uma frase que dizia mais ou menos assim, “a nossa primeira paixão é inesquecível por que nunca mais vamos conseguir fazer tantas cagadas juntas de novo”.

Hoje, vejo que ter passado por isso, por mais estranho que tenha sido, me ajudou [pacaralho] a me conhecer melhor e a prestar mais atenção numa série de coisinhas que noutras relações, eu não percebera.

 

Tomar baile é assim: você acredita que está fazendo tudo certinho, que você é o cara e que está tudo sob O TEU controle [senta lá ¬¬], quando for perceber já foi e, na verdade, você estava fazendo um monte de cagada, você não tinha o controle de porra nenhuma e agia sem pensar feito mulherzinha.

Eu sei. Você agora provavelmente esteja se perguntando “Mas e aí, Solteiro, como você caiu em si e se deu conta de que estava sendo embailado?”

Ah! Essa relação durou 1 ano e meio, mais ou menos. É. Demorei algum tempo até sacar o que estava acontecendo e pular fora. Foi estranho me ver numa situação dessas. Logo eu?, que tava acostumado a sempre me dar bem com a mulherada. Foi um baque. Fiquei mal. Indignado. Inconformado[essa é a palavra] Não queria entender. Nem aceitar. Enfim, toda essa ressaca pós-baile #ESTRANHO

E foi durante essa ressaca aí, depois de algum tempo, que as coisas voltaram a ficar claras para mim e voltei a raciocinar direito agir feito homem porra. Pouco tempo antes disso, eu ainda me sentia dentro daquela relação, o que não me deixava enxergar todos os sinais que estavam escancarados para quem olhasse de fora ver.

Uma vez fora, olhando para trás e relembrando algumas situações, comecei a sacar os tais ‘sinais’ do baile bonito que eu tinha tomado, coisas tipo: 1. aceitar umas condições nada a ver que a gata colocava; 2. tolerar desaforos que, normalmente, eu não levaria e ainda fazer de tudo para entender o lado dela; 3. ser o único a me esforçar muito, tipo, muuuuito [PACARALHO] para fazermos qualquer coisa juntos; 4. depois de um tempo com ela, eu já não era mais o ‘eu-espontâneo’ e me policiava demais para agradá-la[claro] e uma série de outras cabacices que estamos sujeitos a cometer em primeiras vezes. Como quando compramos o nosso primeiro celular, por exemplo: até sacarmos todas as funções, pra que servia cada tecla, e em que caralho de ícone acertávamos a porra das horas e data certa já tava uns 10 a zero praquele aparelhinho fascinante (O.o) A diferença é que uns se cansam de tentar dominar e aprender a lidar com o novo aparelhinho e desistem – se livram do aparelhinho ou se conformam em saber fazer e receber chamadas e só. Pra eles ta bom assim. Ponto. Enquanto outros [tipo eu] tomam um baile de alguma pecinha #fato mas aprendem, se adaptam às novidades do mundo moderno e querem mais é fuçar mesmo e se dar cada vez melhor com as mais lindas, novas, revolucionárias, surpreendentes, variadas e, aparentemente, complicadas aparelhagens disponíveis no mercado.

Vivendo e aprendendo :)

Pois é. Agora que vocês tão sabendo como foi a minha primeira vez, já devem estar juntando os fatos e deduzindo de onde eu tirei algumas das pautas para o blog ;)

Mas e vocês, já deram ou já tomaram muitos bailes? Já tiveram a primeira vez também? Como foi? Senta o dedo aí e conta pra mim.

Hasta…


Ações

Informação

5 respostas

16 12 2010
Solteiro

…hahahaha

Quase todo mundo já teve uma experiência como essa. O que varia é o que cada um faz diante dela – se faz de coitadinho pro mundo ou segue a vida e tenta aprender com os vacilos. Sempre tem uma primeira vez né!?

Valeu! e boa sorte vocês também com o desbravamento em meio aos relacionamentos.

Hasta!

10 12 2010
Mônica M

Sr. Solteiro…
Bom saber que de vez em quando quem “toma o baile” é vcs! rs
Mas fica claro que vocês (homens) tomam o baile sempre que se apaixonam. Porque você estão sempre a procura da mulher “perfeita” e essas passam por vocês desapercebidas, porque assim como as mulheres, homens também gostam de sofrer!!!

To gostando do seu blog, acho q lendo os “dramas” masculinos e juntando aos femininos, dá pra entender melhor o ser humano e isso ajuda muito em um relacionamento… Além do seu blog ser bem divertido.

Bjs!
Niquinha.

3 12 2010
Kéfhane

Ahaha todo mundo tem uma primeira vez né!

Quanto a parte de não ser o eu-espontâneo, tive um relacionamento em que fiquei me esforçando para fazer tudo certinho e claro, fiz tudo errado… O segredo é não ter que se esforçar.

Beijos!

2 12 2010
Rodrigo Pimenta

Grande Solteiro!

Seu blog é de uma tamanha utilidade na minha vida. Atualmente tô vivendo tudo que vc acabou de escrever. Tbm sempre fui um solteiro bem resolvido, sem nunca ter me envolvido mais que 6 meses com ninguém (ingrediente 1) e a alguns meses atrás achei que tava na hora de encostar o furgão numa garagem só (ingrediente 2). Encontrei uma moça (ingrediente 3) que a galera toda considerava (e alguns sonhavam em pegar – ingrediente 4). O que mais foi difícil foi me ver na situação “ingrediente 5″, pois eu fiz mta cagada. Resumindo: Tomei um baile, talvez ainda esteja tomando, mas tô me esforçando pra aprender com a “ressaca pós-baile” que vc descreve… E a leitura do seu blog tem sido super importante nessa fase… Obrigado!!!

Um abração – Rodrigo Pimenta

2 12 2010
Stéfano

Já acompanhava o seu twitter.
Agora virei seu fã!
Pqp, mermão, o texto tá foda.
A analogia do celular foi do caralho!
Fui cabaço iguala você…só que meu baile durou mais.

Parabéns! Muito bom!

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